Saúde Mental no Trabalho

O trabalho, que é um incrível instrumento promotor de qualidade de vida, auto-estima e reconhecimento, quando em condições adversas, produz exatamente o oposto e propicia o surgimento de transtornos mentais.

É muito comum a preocupação em melhorar as condições físicas de trabalho, como diminuir o excesso de ruído, fornecer mobiliário adequado, controlar a temperatura, entre outras medidas.

No entanto, na prática, pouco se observa medidas que visem melhorar a saúde mental do trabalhador.

Já se sabe que ambientes de trabalho competitivos, com pouca ajuda entre os colegas, com metas impossíveis de serem cumpridas, onde o colaborador tem pouca participação nas decisões e com jornadas prolongadas de trabalho, são locais férteis para o desenvolvimento de transtornos mentais.

Uma vez adoecido, o trabalhador precisa se ausentar do trabalho, fenômeno conhecido como absenteísmo. Existe outra situação em que o trabalhador está fisicamente no local de trabalho, mas não produz como antes. Essa situação é denominada presenteísmo.

Essas duas situações são extremamente nocivas tanto para o trabalhador como para a empresa. 

É ruim para o trabalhador porque estando doente, tem maior chance de afastamentos prolongados do trabalho, terá a renda diminuída, bem como sua auto-estima, dependerá de algum parente para auxiliá-lo no tratamento e financeiramente. Além disso, produzindo menos, será um candidato ao desemprego.

Para a empresa, a situação também é desfavorável pois terá menos resultado, pagará por dias não trabalhados, se o empregado estiver no INSS, terá que arcar com custos de uma nova contratação e treinamento para substituir o funcionário adoecido, e também terá que demitir o funcionário substituto quando o outro colaborador retornar ao trabalho.

Uma das patologias conhecidas e totalmente relacionada ao trabalho é a Síndrome de Burnout.

Burnout é uma palavra de origem inglesa que é definida por aquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia, se consumiu. Metaforicamente, é aquele que chegou ao seu limite, com grande prejuízo no seu desempenho físico e/ou mental. A principal causa é excessivos e prolongados níveis de estresse no trabalho. Os principais sintomas são irritabilidade, tristeza, desesperança, impaciência, pouca energia, maior suscetibilidade à doenças físicas, insônia, baixa satisfação com o trabalho, pouco ou nenhum envolvimento afetivo com as pessoas.

Alguns estudiosos defendem que o passo seguinte para quem é acometido por esta síndrome é o desenvolvimento de depressão.

Apesar de desafiador, é possível criar ambientes de trabalho saudáveis e promotor de qualidade de vida.